terça-feira, 24 de maio de 2011

PEQUENA HOMENAGEM

CHAMADO AO PALCO.                          JOÃO ILHÉU " Fala-nos de Teatro, "uma paixão muito forte". Aquele onde se ouvem , mágicas, solenes e vibrantes, as pancadas de Moliére.  Nem seria preciso dizê-lo, tal a intensidade e o brilho nos olhos que deixa passar quando com ele percorremos a sala, subimos aos bastidores e, por fim, chegamos ao palco da bonita Sociedade União Alcaçovense. A nossa respeitável instituição fundada em 20 de Janeiro de 1885, plena de vitalidade e referência de cultura. Primeiro, como actor, depois como encenador e autor, João Ilhéu elege o drama enquanto género teatral "históricamente muito apreciado pelo público alentejano". Um teatro de mariz popular que resgata e representa "o amor, o ciúme, a paixão, a esperança, a tristeza, a traição, o inferno, o mistério, o desespero, a inveja, a miséria, a opulência, a injustiça, a mentira, a verdade, a vida e a morte. Fiel aos autores nacionais elege Bernardo Santareno, hoje considerado o maior dramaturgo do século XX. Faz vénia a Alves Redol e a Dias Gomes; conhece as obras de Alberto Moraes, Mário 
Duarte e Ramada Curto.
"Comecei a fazer Teatro como intérprete em 1958-59- não utilizo propositadamente a palavra "actor" porque estou a falar de Teatro Amador". As primeiras peças em que participou, já preparadas para subir ao palco, acabariam todas elas por ser alvo do corte implacável da Censura. O Vilão, Gaspar o Serralheiro e Ambição e Virtude. 
Memorável entre as 13 peças que encenou, "certamente A Promessa, de Bernardo Santareno, com quatro representações em 1973. Trezentas pessoas a aplaudir de pé, num registo emocionante".
Como autor, João Ilhéu tem a sua assinatura em seis peças: O Chico da Fábrica (1975), Maldição do Chaparral (1978), Andam Lobos na Aldeia 1984), O Destino de ser Freira (2005), Nos Cornos da Vida e O Segredo (2010).
Os ensaios do Grupo Cénico da Sociedade Unão Alcaçovense, Formado em 1972, acontecem semanalmente consoante a disponibilidade dos membros do Grupo. "Cada ensaio é uma renovada prova de amor ao Teatro. 
Com devoção repartida encontra tempo para corresponder aos apelos feitos pelo Teatro.

(Parte do texto retirado da Revista da C.A.)´

Nós membros do Grupo Cénico agradecemos a paciência, a coragem, o amor e a disponibilidade do nosso Encenador Sr. JOÃO ILHÉU.




                 

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