quinta-feira, 15 de março de 2012

Conversa com Patricia Ferreira

Patrícia Ferreira- PF  
de 22 anos, natural de Lisboa

GC-Como vieste para o GC.? Como tiveste conhecimentodo GC.?
PF.- Eu o ano passado já tinha visto uma peça vossa no Cine-Teatro Vianense e gostei muito e no final do ano decidi falar com a Maria João Carvalho a ver se havia "vagas", ela disse-me que sim e apareci num dia de ensaio..

GC.- Estás a gostar do GC.? Já os conheces a todos?
PF.- Sim estou a gostar muito. Sim conheço embora só á pouco tempo é que conheci todos.

GC.- Já fizeste parte de outro Grupo?
PF.- Não, nunca tinha participado em nenhum grupo de teatro. Apenas no meu último ano de curso é que fizemos uma adaptação da Carochinha e representámos para a escola.

GC.- Andaste  a fazer um workshop no Cine -Teatro de Viana do Alentejo? Conta-nos como foi e com quem? Qual foi o monitor?
PF.- Sim eu fui fazer um workshop a Viana. Eu achei que foi muito bom, embora fosse destinado aos seniores e nada foi muito aprofundado, mas aprendemos coisas úteis, como a respiração, que nós por vezes não temos noção que pode fazer a diferença coisas simples como saber respirar em palco juntamente com a representação. O aprender a descontrair e preparar a voz antes da representação. Realizei o workshop com alguns idosos que conhecia e também sem ser idosos, como o amigo Veríssimo Grosso que também lá estava.O monitor foi o Sr. José Russo, Um dos atores do CENDREV.

GC.- Tens mais alguma formação em representação?
PF.- Não.

GC.- Gostas de representar?
PF.- Sim. Ao estar a representar faz-nos esquecer um pouco a realidade em que vivemos, noto bastante isso nos ensaios, uma vez que nós estamos empenhados e centrados na representação.

GC.- Já representaste para uma sala cheia? Que mais gostas de representar drama ou comédia?
PF.- Onde representei foi na escola e a sala estava bastante composta. Gosto mais de representar comédia.

GC.- Qual a sensação de representar para uma sala cheia?
PF.- A sensação é aquele bichinho na barriga, com medo que me engane ou que algo corra mal.

GC.- Tens alguma superstição antes de entrar em cena?
PF.- Siom, o benzer-me.

GC.- Qual a peça que mais gostaste e também qual o papel?
PF.- Por ter sido a primeira que fiz a da Carochinha, com o papel de porco.

GC.- Já tiveste alguma branca?
PF.- Ainda não.

GC.- Como se comporta o GC. num todo?
PF.- O GC. comporta-se muito bem, pelo menos até agora não tenho razão de queixa.

GC.-Que tipo de personagem gostas mais de representar e qual o papel?
PF.- Gosto muito da personagem da velha, e até tive a sorte de a poder representar.

GC.- Qual a peça que te falta e gostarias de representar e qual o papel?
PF.- Gosto muito de teatro revista, gostava muito de poder-mos ter alguma para representar, embora saiba que é complicado. Mas gostaria de poder representar muito mais incluindo comédia e sátira social. Quanto ao papel ficava contente com qualquer um.

GC.- Quando estás em cena antes do pano abrir como te sentes sabendo que és a primeira que o público vai ver? Tens medo de cometeres gafes e darem logo por isso?
PF.- É um nervosismo que entra no corpo da pessoa, mas com o decorrer vai passando, mas existe um enorme medo de me poder enganar eo público aperceber-se.

GC.- Divertes-te atrás do pano? Pregas partidas aos teus colegas?
PF.- Pregar partidas ainda não o fiz porque ainda não tenho assim tanta confiança, porque não sei até que ponto podem ficar chateados, mas divirto-me muito com eles, estou sempre a rir:

GC.- Que pensas do ensaiador? Entendes-te com ele? Ou muitas vezes apetece-te mandá-lo ás urtigas?
PF.- Eu acho o ensaiador uma excelente pessoa e dou-me muito bem com ele, não tenho razão de queixa.
( vou deixar de fazer esta pergunta esta gente são uma data de graxistas nem uma palavra mal a respeito do ensaiador)

GC.-Quantas vezes te deu vontade de rir em cena? Em qual cena de que peça?
PF.-Na peça que representei não me deu, mas nesta peça que estamos a ensaiar, no ensaio á certas partes que me dá muita vontade de rir, espero conter-me quando estiver a repreentar em público.

GC.- Queres deixar uma mensagem para o nosso público?
PF.- O que quero dizer é que venham ao nosso Teatro e não o deixem morrer, porque está a ficar um pouco esquecidoe está a ser substituido pelo cinema. Não o deixem morrer... e venham ver a nossa peça claro. (risos).

GC.- Obrigado, Patricia, pela tua disponibilidade e continua connosco.



                          


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